Ontem foi o dia dela. Então fomos jantar fora, comer bem, beber um bom vinho e conversar. A nossa relação é quase sempre assim: na cumplicidade, a aproveitar as melhores e as piores coisas da vida. Depois, tem o outro lado. O lado em que, de tão parecidas sermos, discutimos mais do que o necessário. Mas vai tão rápido como vem. E entendemo-nos com a mesma facilidade com que nos desentendemos.
Não o admito, mas defendo-a sempre. Escolho o lado dela, mesmo sem o demonstrar. Sei que ela também escolhe o meu.
Nunca quis que eu lhe chamasse mamã ou me demorasse em beijos e abraços prolongados. Também nunca o fiz, mas foi sempre para ela que corri, tanto nos momentos de sufoco, como nas maiores alegrias que o destino me trouxe.
E, depois, damos por nós quase sempre desta forma: lado a lado, na cumplicidade, como estaremos para o resto da vida. Ontem foi o dia dela. Mas não foi só ontem, porque além de mãe é amiga e companheira. Não precisei de lhe dizer tudo isto ontem para ela o saber e compreender. É assim com as pessoas mais cúmplices e vai ser assim para o resto da vida.
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