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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Os vestidos dos Óscares 2015 (não se fala noutra coisa!)

Não vi a cerimónia, mas ainda fui acompanhando a passadeira vermelha através da Vogue e mal acordei fui espreitar os vestidinhos todos. Deixo-vos, na minha opinião, os piores da noite (foram muitos!) e os melhores (confesso que nenhum me arrebatou o coração). Como não se fala de outra coisa, deixem também a vossa opinião: 

Os piores: 

Blanca Blanco

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Óscares, aqui vou eu #3

Sniper Americano


Ando mesmo desatenta! Mas fui ver este filme sem saber nada da história do Chris Kyle. E se também estão nesta ignorância, continuem. O filme vale por isso! Aliás, o filme vale pelo final. É quase como uma última volta inesperada naqueles carrosséis horríveis que nos põem o estômago ao contrário e a cabeça à roda. É essa última volta (inesperada!) que nos mata, mais do que toda a viagem.
Quanto ao resto do filme, demasiado "America is the greatest country in the world". E como tenho muitas dúvidas que assim seja (e até alguma aversão a este americanismo exagerado) tinham de me fazer impressão certas partes do filme. 
Depois, não acho que um sniper possa ser um herói. Acho até que é o mais seguro dos lugares numa guerra, se é que possa haver segurança entre tanta desgraça. Mas se a história real é como a história do filme a conta, então Chris Kyle foi, tantas e tantas vezes, um herói. E se ele pensava na história real como a história do filme a conta, merece ser recordado assim. De qualquer forma, não quero falar mais do que pouco sei. A história do filme tolda-nos a visão para a história real. Mas não será também essa mesma a intenção? 



domingo, 1 de fevereiro de 2015

Óscares, aqui vou eu #2

Whiplash é um filme quase perturbador. A relação entre aluno (o jovem e talentoso baterista Andrew Neiman) e professor (o implacável Terence Fletcher) é explorada ao limite dos limites. Andrew quer atingir a perfeição e parece ser Fletcher a pessoa indicada para o acompanhar e guiar nesta travessia. O problema é o que se vai perdendo no caminho, já que este professor é tudo menos convencional.  Longe vão os tempos dos professores como Julia Roberts em "O sorriso de Mona Lisa" ou Robin Williams em "O Clube dos Poetas Mortos". Estamos perante alguém que trabalha a genialidade e o brilhantismo pelo lado contrário: em constante pressão, crítica, ordem. Como se o menor erro fosse catastrófico e o muito bom nunca fosse suficiente. Não posso consentir com aquilo que vi no filme. Considerar aquilo método. Não pode ser! Dizer "bom trabalho" a alguém deve ser prática e não tabu. Mas talvez seja eu que não sou entendida. Que só com determinados meios, se descobrem os enormes talentos (não os grandes que esses vão lá de outra forma, mas os enormes). Se assim for, ainda bem que nasci mediana, normal, regular.

Cruzo os dedos para que não seja Whiplash a levar o óscar de melhor filme. Ou então fui só eu que o compreendi mal.  



segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Óscares, aqui vou eu #1

The Teory of Everything

Um filme que nos comove até às entranhas. Que, por vezes, é tão real que chega a ser sentido ao invés de só ser visto. É um filme que nos prende e nos toca. Que é, ao mesmo tempo, tão extraordinário e tão verdadeiro que nos engana ou nos faz questionar, pelo menos. A história é a de Stephen Hawking (Eddie Redmayne), estudante na conceituada Universidade de Cambridge, e que quer, de uma forma tão desprendida quanto focada, encontrar uma teoria “simples” que explique toda a criação do Universo. Só que entram nesta equação, mais variáveis do que o jovem estaria à espera: Jane Wilde (a linda e brilhante Felicity Jones) e uma doença neurológica degenerativa.
E a solução não é, de todo, matemática. Nem tão pouco científica. Classificam-no como biografia e drama, mas eu acho que esta é uma história de amor, de todas as formas que se pode amar, de todas as formas que o amor pode ter. 


Não creio que o filme leve a estatueta para o qual está nomeado, nem que os actores consigam vences nas suas categorias, mas vale a pena ver. É que toda a história nos faz pensar e repensar. Tantas vezes como as que precisamos.

"There should be no boundaries to human endeavor. However bad life may seem, while there is life, there is hope."